No
texto “Profissionalismo e competência”, destacamos uma frase de Eugênio Mussak
que, ao voltar sobre ela, nos permitirá fazer uma reflexão sobre os projetos
que envolvem mudanças de comportamento nas organizações.
“Você
só muda o comportamento quando muda o pensamento”.
Mas
será que é possível mudar o pensamento das pessoas de forma simples assim?
Quebrar seus paradigmas, profundamente arraigados e determinantes de atitudes e
pensamentos? Desmontar as estruturas mentais, construídas ao longo de anos de
aprendizado, e substituí-la por outra?
Certamente
não é tarefa pequena nem possível de ser realizada do dia para a noite. Requer
perseverança e uma forte dose de paciência, para saber escolher o momento para
preparar o terreno, semear e esperar pela germinação e desenvolvimento da
semente plantada.
Um
ensinamento valioso pode-se extrair da planta do bambu chinês.
Durante
quatro longos anos não se observa nada, exceto o lento desabrochar de um
diminuto e frágil caule, brotando do bulbo enterrado. O crescimento está
oculto, nas profundezas do terreno, restrito à formação de uma fibrosa e maciça
estrutura de raiz, que ao se afirmar, tanto vertical quanto horizontalmente na
terra, estabelece uma forte estrutura de sustentação futura da planta em
gestação.
Finalmente,
depois de cinco anos de espera, o bambu chinês cresce, forte, poderoso,
firmemente assentado na sua base, resistente e flexível, até atingir alturas
que podem superar os vinte metros.
Mudar
a forma de pensar e de agir das pessoas requer tempo, confiança, paciência e
principalmente acreditar que essa mudança é possível.
Se
pretendemos mudar comportamentos nas pessoas, sensibilizá-las para novos
desafios, devemos nos lembrar do bambu chinês.
Não
podemos desistir frente às inúmeras e enormes barreiras que encontraremos pela
frente. Devemos prosseguir e acreditar no trabalho realizado; é necessário
saber esperar o tempo certo pelo resultado almejado. Que certamente virá a
despeito de todas essas dificuldades.
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