É muito frequente se deparar com pessoas que
aparentam estar isoladas dentro de bolhas de vidro ou cobertas com teflon. Nada
do que acontece, tem relação com elas. Sempre é o “outro” que sabe, (ou que
viu, ou que conhece). Eles se caracterizam pelas frases: “Eu não tenho nada a
ver com isso...”, "Isso não é comigo...".
Quem as utiliza o faz com a clara intenção de
isolar-se de alguma situação que poderia lhe comprometer ou lhe trazer algum
prejuízo. Isto é, deseja “tirar o corpo fora”.
Durante uma pesquisa de informações realizada na
Internet, me deparei com um texto extraído do Jornal Rede de Agências da
Empresa de Correios do Brasil, que ilustra muito bem essa situação, tantas e
tantas vezes vivenciada ao longo de mais de quarenta anos de convívio com
milhares de pessoas em diversas empresas e que reproduzo a seguir:
Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o
fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que
poderia haver ali. Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado. Correu
ao pátio da fazenda, advertindo a todos:
- Há uma ratoeira na casa... há uma ratoeira na
casa!!!
A galinha disse:
- Desculpe-me, Sr. Rato. Eu entendo que isso seja
um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, portanto não me
incomoda.
O rato foi até o carneiro e repetiu:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!!!
- Meee... perdoe, Sr. Rato, disse o carneiro. Não
há nada que eu possa fazer, a não ser rezar pelo senhor. Fique tranquilo que
sempre será lembrado nas minhas preces!
O roedor, já angustiado, dirigiu-se, então à vaca.
Ela foi categórica:
- Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que
não!
Então o rato voltou para casa, cabisbaixo e
abatido, para encarar seu triste destino.
Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma
ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para verificar o que
ela havia pegado.
No escuro, não viu que a ratoeira tinha prendido a
cauda de uma cobra venenosa. E a cobra a picou...
O fazendeiro levou a mulher imediatamente ao
hospital. Ela voltou muito febril. Todo mundo sabe que para alimentar alguém
com febre, nada melhor que uma canja de galinha. Desta forma, o marido pegou o
cutelo e foi providenciar o ingrediente principal para a refeição. Assim foi
feito e a penosa virou canja.
Como a doença da mulher avançava, os amigos e
vizinhos vieram a visitá-la. Para alimentá-los foi preciso matar o carneiro.
A mulher não melhorou e acabou morrendo.
Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro,
então, sacrificou a vaca para alimentar todo aquele povo.
O rato, que ainda estava vivo, entre tanta
desgraça, ficou olhando através do buraco da parede o cortejo se afastando em
direção ao cemitério e com o rabo entre as patinhas traseiras pensou: “Eu bem
que avisei...”.
Você pode concordar ou não, porém essa é minha
opinião, aqui, somente entre nós.
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