terça-feira, 10 de novembro de 2020

Eu não tenho nada a ver com isso...!

 

É muito frequente se deparar com pessoas que aparentam estar isoladas dentro de bolhas de vidro ou cobertas com teflon. Nada do que acontece, tem relação com elas. Sempre é o “outro” que sabe, (ou que viu, ou que conhece). Eles se caracterizam pelas frases: “Eu não tenho nada a ver com isso...”, "Isso não é comigo...".

Quem as utiliza o faz com a clara intenção de isolar-se de alguma situação que poderia lhe comprometer ou lhe trazer algum prejuízo. Isto é, deseja “tirar o corpo fora”.

Durante uma pesquisa de informações realizada na Internet, me deparei com um texto extraído do Jornal Rede de Agências da Empresa de Correios do Brasil, que ilustra muito bem essa situação, tantas e tantas vezes vivenciada ao longo de mais de quarenta anos de convívio com milhares de pessoas em diversas empresas e que reproduzo a seguir:

Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que poderia haver ali. Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado. Correu ao pátio da fazenda, advertindo a todos:

- Há uma ratoeira na casa... há uma ratoeira na casa!!!

A galinha disse:

- Desculpe-me, Sr. Rato. Eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, portanto não me incomoda.

O rato foi até o carneiro e repetiu:

- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!!!

- Meee... perdoe, Sr. Rato, disse o carneiro. Não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar pelo senhor. Fique tranquilo que sempre será lembrado nas minhas preces!

O roedor, já angustiado, dirigiu-se, então à vaca. Ela foi categórica:

- Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!

Então o rato voltou para casa, cabisbaixo e abatido, para encarar seu triste destino.

Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para verificar o que ela havia pegado.

No escuro, não viu que a ratoeira tinha prendido a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra a picou...

O fazendeiro levou a mulher imediatamente ao hospital. Ela voltou muito febril. Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. Desta forma, o marido pegou o cutelo e foi providenciar o ingrediente principal para a refeição. Assim foi feito e a penosa virou canja.

Como a doença da mulher avançava, os amigos e vizinhos vieram a visitá-la. Para alimentá-los foi preciso matar o carneiro.

A mulher não melhorou e acabou morrendo.

Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro, então, sacrificou a vaca para alimentar todo aquele povo.

O rato, que ainda estava vivo, entre tanta desgraça, ficou olhando através do buraco da parede o cortejo se afastando em direção ao cemitério e com o rabo entre as patinhas traseiras pensou: “Eu bem que avisei...”.

 Moral da história

 Da próxima vez que você ouvir falar que alguém está diante de um problema e acreditar que não lhe diz respeito, lembre-se que, quando há uma ratoeira na casa, a fazenda toda corre risco. O problema de um é problema de todos!

 

Você pode concordar ou não, porém essa é minha opinião, aqui, somente entre nós.

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