terça-feira, 10 de novembro de 2020

Líder facilitador

 

O comando de uma equipe, independentemente do tamanho ou finalidade para a qual foi constituída implica, frequentemente, numa carga de responsabilidades maior para quem exerce o papel de líder. Essa sobrecarga resulta do acúmulo de tarefas, atividades e processos que devem ser assumidos e coordenados pela liderança. Esta sobrecarga pode ser sensivelmente reduzida promovendo uma adequada delegação de autoridade de forma que todos os membros da equipe possam resolver os problemas de forma apropriada e em consonância com as funções e competências de cada um.

A delegação de autoridade não deve (nem pode), ser confundida com a delegação de responsabilidade. O líder jamais deve abdicar de suas responsabilidades frente à equipe. Mas ao delegar sua autoridade para que os membros da equipe possam tomar as decisões com autonomia, ele estará fortalecendo a mesma permitindo, dessa forma, que cada membro assuma a própria responsabilidade pelos seus atos.

Um verdadeiro líder deve confiar na sua equipe. Se essa confiança não for evidenciada através da delegação de autoridade, os resultados poderão ficar comprometidos, pois seus componentes permanecerão na expectativa, aguardando a aprovação de suas ações pelo líder.

Não poucas vezes, liderança é confundida com poder e autoritarismo. A centralização das decisões bloqueia o funcionamento da equipe, que fica aguardando a palavra final do líder até para as questões mais singelas. Nada é fácil de resolver. As coisas ficam travadas, não fluem. Os conflitos internos pipocam, as pessoas se sentem bloqueadas e o desestímulo toma conta das mesmas.

Nessas circunstâncias, a equipe deixa de atuar como tal e passa a agir como um conjunto de elementos independentes, paralisados, não colaborativos, que somente agirão depois que o líder indique os passos a serem dados e a direção a ser tomada.

O líder, nesse contexto, passa a ser um elemento complicador do processo, bloqueador e consequentemente, desmotivador.

As pessoas, ao perderem sua autonomia de pensamento e de ação deixam de formar parte, de ser parte integrante da equipe para se comportarem como máquinas, que somente obedecem a comandos. Se não houver comandos, não há ação.

O verdadeiro líder deve ser um facilitador. É aquele que orienta e ensina as pessoas a resolverem seus problemas de forma autônoma e outorga a autoridade necessária e a independência suficiente para que essas pessoas se sintam autoras do seu pensamento e consigam encontrar as soluções por conta própria.

O líder facilitador incentiva a participação das pessoas nas discussões e permite que opiniões divergentes as suas sejam analisadas e aceitas, se contribuírem para o melhor desempenho da equipe.

Ser um facilitador, não é simples. Renunciar as prerrogativas do poder significa deixar de lado a força, a imposição e a obediência irrestrita. Requer habilidade, paciência e a necessária dose de humildade para poder reconhecer que não se é dono da verdade.

Em compensação, a liderança estará fortalecida. Os resultados obtidos pela equipe serão compensadores, e seus componentes estarão permanentemente motivados, pois sentirão, no seu âmago, que são considerados como coautores das soluções encontradas, compartilhando o sucesso de forma ampla.

Seja sempre um líder facilitador. Permita que sua equipe participe, opine e, por sobre todas as coisas, possa tomar decisões por conta própria. A recompensa, certamente será o sucesso.

 

Você pode concordar ou não, porém essa é minha opinião, aqui, somente entre nós.

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