O
comando de uma equipe, independentemente do tamanho ou finalidade para a qual
foi constituída implica, frequentemente, numa carga de responsabilidades maior
para quem exerce o papel de líder. Essa sobrecarga resulta do acúmulo de tarefas,
atividades e processos que devem ser assumidos e coordenados pela liderança.
Esta sobrecarga pode ser sensivelmente reduzida promovendo uma adequada
delegação de autoridade de forma que todos os membros da equipe possam resolver
os problemas de forma apropriada e em consonância com as funções e competências
de cada um.
A
delegação de autoridade não deve (nem pode), ser confundida com a delegação de
responsabilidade. O líder jamais deve abdicar de suas responsabilidades frente
à equipe. Mas ao delegar sua autoridade para que os membros da equipe possam
tomar as decisões com autonomia, ele estará fortalecendo a mesma permitindo,
dessa forma, que cada membro assuma a própria responsabilidade pelos seus atos.
Um
verdadeiro líder deve confiar na sua equipe. Se essa confiança não for
evidenciada através da delegação de autoridade, os resultados poderão ficar
comprometidos, pois seus componentes permanecerão na expectativa, aguardando a
aprovação de suas ações pelo líder.
Não
poucas vezes, liderança é confundida com poder e autoritarismo. A centralização
das decisões bloqueia o funcionamento da equipe, que fica aguardando a palavra
final do líder até para as questões mais singelas. Nada é fácil de resolver. As
coisas ficam travadas, não fluem. Os conflitos internos pipocam, as pessoas se
sentem bloqueadas e o desestímulo toma conta das mesmas.
Nessas
circunstâncias, a equipe deixa de atuar como tal e passa a agir como um
conjunto de elementos independentes, paralisados, não colaborativos, que
somente agirão depois que o líder indique os passos a serem dados e a direção a
ser tomada.
O
líder, nesse contexto, passa a ser um elemento complicador do processo,
bloqueador e consequentemente, desmotivador.
As
pessoas, ao perderem sua autonomia de pensamento e de ação deixam de formar
parte, de ser parte integrante da equipe para se comportarem como máquinas, que
somente obedecem a comandos. Se não houver comandos, não há ação.
O
verdadeiro líder deve ser um facilitador. É aquele que orienta e ensina as
pessoas a resolverem seus problemas de forma autônoma e outorga a autoridade
necessária e a independência suficiente para que essas pessoas se sintam
autoras do seu pensamento e consigam encontrar as soluções por conta própria.
O
líder facilitador incentiva a participação das pessoas nas discussões e permite
que opiniões divergentes as suas sejam analisadas e aceitas, se contribuírem
para o melhor desempenho da equipe.
Ser
um facilitador, não é simples. Renunciar as prerrogativas do poder significa
deixar de lado a força, a imposição e a obediência irrestrita. Requer
habilidade, paciência e a necessária dose de humildade para poder reconhecer
que não se é dono da verdade.
Em
compensação, a liderança estará fortalecida. Os resultados obtidos pela equipe
serão compensadores, e seus componentes estarão permanentemente motivados, pois
sentirão, no seu âmago, que são considerados como coautores das soluções
encontradas, compartilhando o sucesso de forma ampla.
Seja
sempre um líder facilitador. Permita que sua equipe participe, opine e, por
sobre todas as coisas, possa tomar decisões por conta própria. A recompensa,
certamente será o sucesso.
Você
pode concordar ou não, porém essa é minha opinião, aqui, somente entre nós.
Nenhum comentário:
Postar um comentário