terça-feira, 10 de novembro de 2020

Profissionalismo e competência

 

Tive a oportunidade de assistir um pequeno vídeo denominado "As oito competências essenciais do profissional moderno”[1]. Nesse vídeo, Eugênio Mussak[2] nos ensina, acertadamente, que: “Você só muda o comportamento quando muda o pensamento”.

A partir deste conceito surge um questionamento interessante: Que tipo de profissional o mercado está querendo? Quais são as competências exigidas de um profissional moderno? Qual é o tipo de comportamento esperado desse profissional? Vale a pena fazermos uma reflexão sobre as mesmas.

Atualmente, no contexto de uma profunda evolução nos conceitos de empregabilidade, são valorizadas as pessoas consideradas “multimídia” ou “multitarefa”, ou seja, aquelas que possuem capacidade de agir de forma mais abrangente, em diferentes atividades e que sejam detentoras, ao mesmo tempo, de qualidades humanas tão desenvolvidas quanto às qualidades acadêmicas e profissionais.

O diploma é importante sim, e ainda é avaliado como um forte diferencial competitivo, mais não é tudo. O mercado tende a valorizar as pessoas com maior flexibilidade de conduta, acima até, dos níveis de especialização obtidos; que demonstrem possuir mais criatividade do que informação, que tenham habilidade em relacionar-se com outras pessoas, que sejam donas de conhecimento, sim, mais acima de tudo que possuam atitude.

O mercado não aceita mais as pessoas com dificuldade de comunicação, de aceitar e exercer liderança, de administrar conflitos, de conviver com diferenças pessoais, que demonstrem falta de flexibilidade para lidar com mudanças internas e externas das organizações, que tenham carência de espírito criativo.

Competência é o pressuposto da competitividade, e pode ser resumida com a expressão:

 Competência = Saber + Querer + Poder

 Saber fazer, querer fazer e possuir habilidades humanas para poder fazer, é essencial para o sucesso.

Para tanto, é muito importante desenvolver as denominadas oito competências essenciais do profissional moderno, indicadas no vídeo e que são transcritas a seguir:

 1. Ser flexível e não especialista demais.

Aceitar outras opiniões, saber ouvir, não se sentir dono da verdade, é uma característica essencial que deve estar presente no profissional de sucesso.

 2. Ter mais criatividade do que informação.

Pensar diferente, quebrar paradigmas, valorizar as ideias, é uma atitude cujos resultados são muito mais valiosos que a simples aplicação de conceitos derivados de informações obtidas sobre assuntos já conhecidos.

 3. Estudar durante toda a vida.

A vida é um aprendizado contínuo onde, a cada instante, novos conceitos e conhecimentos são adicionados ao saber. Não é possível parar de aprender, para poder continuar. Quem não estuda de forma contínua, estaciona, no tempo e no espaço, sendo superado rapidamente por aqueles que aceitam o desafio de manter-se permanentemente atualizados.

 4. Adquirir habilidades sociais e capacidade de expressão.

Não é suficiente possuir capacidades e competências. É necessário que as pessoas saibam que o profissional as possui. Para isso devemos estar continuamente envolvidos em um processo de relacionamento social, onde a capacidade de comunicação desempenha um papel fundamental para o mutuo conhecimento. O bom relacionamento é base para o sucesso.

 5. Assumir responsabilidades.

As pessoas devem assumir a responsabilidade pelas suas ações. Sejam elas positivas ou negativas. A credibilidade de um profissional está intimamente relacionada pela sua honestidade e capacidade de reconhecer seus erros. Essa capacidade permite estabelecer as mudanças necessárias para evitar sua repetição.

 6. Ser empreendedor.

Buscar novos desafios, ser atrevido, não aceitar a derrota sem luta, são características marcantes que são esperadas de um profissional competente. Não existe sucesso sem risco. O empreendedor sabe disso e aceita a tarefa.

 7. Entender as diferenças culturais.

Diferentes culturas aceitam diferentes respostas para as mesmas perguntas. O profissional competente deve saber compreender as diferenças, e adequar seu pensamento a realidade. Se não tiver a capacidade de entender as diferenças, dificilmente poderá ser aceito no ambiente, já que será considerado como um elemento estranho ao meio e, em função disso, serão criadas diversas resistências à sua permanência.

 8. Adquirir intimidades com as novas tecnologias.

Quem não possuir uma forte intimidade com a tecnologia, sendo capaz de se manter permanentemente atualizado com as mudanças, pode ser considerado um analfabeto funcional, independentemente do nível de formação escolar que possuir. Esse critério não está baseado em discriminação social nem econômica. É simplesmente um reflexo da realidade em que o profissional está inserido. A tecnologia está incorporada de tal forma a cada atividade realizada no dia-a-dia das pessoas, que já é praticamente impossível aos indivíduos serem parte do grupo de elite, sem possuir o domínio das máquinas que lhes dão suporte.

 Você pode concordar ou não, porém essa é minha opinião, aqui, somente entre nós.

 



[1] https://www.youtube.com/watch?v=nZEx6lrPWDo.

[2] Eugênio Mussak - Médico, Professor e Empresário, autor de 13 livros e centenas de artigos. Referência na área de liderança e gestão de pessoas.

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