Tive a oportunidade de assistir um pequeno vídeo
denominado "As oito competências essenciais do profissional
moderno”[1].
Nesse vídeo, Eugênio Mussak[2] nos ensina, acertadamente,
que: “Você só muda o comportamento quando muda o pensamento”.
A partir deste conceito surge um questionamento
interessante: Que tipo de profissional o mercado está querendo? Quais são as
competências exigidas de um profissional moderno? Qual é o tipo de
comportamento esperado desse profissional? Vale a pena fazermos uma reflexão
sobre as mesmas.
Atualmente, no contexto de uma profunda evolução
nos conceitos de empregabilidade, são valorizadas as pessoas consideradas
“multimídia” ou “multitarefa”, ou seja, aquelas que possuem capacidade de agir
de forma mais abrangente, em diferentes atividades e que sejam detentoras, ao
mesmo tempo, de qualidades humanas tão desenvolvidas quanto às qualidades
acadêmicas e profissionais.
O diploma é importante sim, e ainda é avaliado como
um forte diferencial competitivo, mais não é tudo. O mercado tende a valorizar
as pessoas com maior flexibilidade de conduta, acima até, dos níveis de
especialização obtidos; que demonstrem possuir mais criatividade do que
informação, que tenham habilidade em relacionar-se com outras pessoas, que
sejam donas de conhecimento, sim, mais acima de tudo que possuam atitude.
O mercado não aceita mais as pessoas com
dificuldade de comunicação, de aceitar e exercer liderança, de administrar
conflitos, de conviver com diferenças pessoais, que demonstrem falta de
flexibilidade para lidar com mudanças internas e externas das organizações, que
tenham carência de espírito criativo.
Competência é o pressuposto da competitividade, e
pode ser resumida com a expressão:
Para tanto, é muito importante desenvolver as
denominadas oito competências essenciais do profissional moderno, indicadas no
vídeo e que são transcritas a seguir:
Aceitar outras opiniões, saber ouvir, não se sentir
dono da verdade, é uma característica essencial que deve estar presente no
profissional de sucesso.
Pensar diferente, quebrar paradigmas, valorizar as ideias,
é uma atitude cujos resultados são muito mais valiosos que a simples aplicação
de conceitos derivados de informações obtidas sobre assuntos já conhecidos.
A vida é um aprendizado contínuo onde, a cada
instante, novos conceitos e conhecimentos são adicionados ao saber. Não é
possível parar de aprender, para poder continuar. Quem não estuda de forma
contínua, estaciona, no tempo e no espaço, sendo superado rapidamente por
aqueles que aceitam o desafio de manter-se permanentemente atualizados.
Não é suficiente possuir capacidades e
competências. É necessário que as pessoas saibam que o profissional as possui.
Para isso devemos estar continuamente envolvidos em um processo de
relacionamento social, onde a capacidade de comunicação desempenha um papel
fundamental para o mutuo conhecimento. O bom relacionamento é base para o
sucesso.
As pessoas devem assumir a responsabilidade pelas
suas ações. Sejam elas positivas ou negativas. A credibilidade de um
profissional está intimamente relacionada pela sua honestidade e capacidade de
reconhecer seus erros. Essa capacidade permite estabelecer as mudanças
necessárias para evitar sua repetição.
Buscar novos desafios, ser atrevido, não aceitar a
derrota sem luta, são características marcantes que são esperadas de um
profissional competente. Não existe sucesso sem risco. O empreendedor sabe
disso e aceita a tarefa.
Diferentes culturas aceitam diferentes respostas
para as mesmas perguntas. O profissional competente deve saber compreender as
diferenças, e adequar seu pensamento a realidade. Se não tiver a capacidade de
entender as diferenças, dificilmente poderá ser aceito no ambiente, já que será
considerado como um elemento estranho ao meio e, em função disso, serão criadas
diversas resistências à sua permanência.
Quem não possuir uma forte intimidade com a
tecnologia, sendo capaz de se manter permanentemente atualizado com as mudanças,
pode ser considerado um analfabeto funcional, independentemente do nível de
formação escolar que possuir. Esse critério não está baseado em discriminação
social nem econômica. É simplesmente um reflexo da realidade em que o
profissional está inserido. A tecnologia está incorporada de tal forma a cada
atividade realizada no dia-a-dia das pessoas, que já é praticamente impossível
aos indivíduos serem parte do grupo de elite, sem possuir o domínio das
máquinas que lhes dão suporte.
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