A família é a essência da
sobrevivência do ser humano. A relação parental nos fortalece. Embora existem
pessoas que preferem viver isoladas, é na família que o ser humano se apoia e
estabelece os fundamentos da sua existência. Porém, nem sempre a vida é um mar
de rosas. Provavelmente, em nossa família haverá algum parente, realmente
inconveniente. É àquele que nos pede ajuda para fazer uma pequena mudança que,
certamente, poderia dispensar nossa ajuda. Que nos chama para sermos avalistas
de uma compra nem sempre justificada, que nos pede um carregador de celular que
nunca mais voltaremos a ver. É àquele, ainda, que nunca está disponível para
cuidar de alguém, numa necessidade. É o parente “unidirecional”. Sempre é de
você para ele, jamais ao contrário. Não sabe que, se é bom receber, retribuir
faz parte da transação. Esse parente é portador de um egoísmo sistêmico. É
parte integrante dele. Não há possibilidade de retorno. O caminho é sempre de
ida: de você para ele. Embora há momentos nos quais devemos ser tolerantes,
frente a pequenos pedidos, não devemos sucumbir ao pensamento de que “não é
possível dizer não”. Essa relação parental, caracteriza uma relação abusiva, uma
verdadeira relação “tóxica”, que contamina nossas vidas, criando situações
constrangedoras e desagradáveis. É necessário saber dizer “não”. Colocar
limites e freios. Se o fato for involuntário, haverá uma reação positiva por
parte dele, provavelmente se desculpando e evitando recorrer novamente a esse
expediente. Se for uma relação baseada no comportamento egoísta, certamente
será criada uma situação de constrangimento, que reduzirá (ou acabará) com
esses tipos de abuso. Definitivamente, não há tolerância frente ao exagero. A
resposta sempre deve ser a mesma: “Não, acabou!”
Você pode concordar ou não, porém essa
é minha opinião, aqui, somente entre nós.
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