terça-feira, 10 de novembro de 2020

Pessoas tóxicas: O parente inconveniente

 

A família é a essência da sobrevivência do ser humano. A relação parental nos fortalece. Embora existem pessoas que preferem viver isoladas, é na família que o ser humano se apoia e estabelece os fundamentos da sua existência. Porém, nem sempre a vida é um mar de rosas. Provavelmente, em nossa família haverá algum parente, realmente inconveniente. É àquele que nos pede ajuda para fazer uma pequena mudança que, certamente, poderia dispensar nossa ajuda. Que nos chama para sermos avalistas de uma compra nem sempre justificada, que nos pede um carregador de celular que nunca mais voltaremos a ver. É àquele, ainda, que nunca está disponível para cuidar de alguém, numa necessidade. É o parente “unidirecional”. Sempre é de você para ele, jamais ao contrário. Não sabe que, se é bom receber, retribuir faz parte da transação. Esse parente é portador de um egoísmo sistêmico. É parte integrante dele. Não há possibilidade de retorno. O caminho é sempre de ida: de você para ele. Embora há momentos nos quais devemos ser tolerantes, frente a pequenos pedidos, não devemos sucumbir ao pensamento de que “não é possível dizer não”. Essa relação parental, caracteriza uma relação abusiva, uma verdadeira relação “tóxica”, que contamina nossas vidas, criando situações constrangedoras e desagradáveis. É necessário saber dizer “não”. Colocar limites e freios. Se o fato for involuntário, haverá uma reação positiva por parte dele, provavelmente se desculpando e evitando recorrer novamente a esse expediente. Se for uma relação baseada no comportamento egoísta, certamente será criada uma situação de constrangimento, que reduzirá (ou acabará) com esses tipos de abuso. Definitivamente, não há tolerância frente ao exagero. A resposta sempre deve ser a mesma: “Não, acabou!”

 

Você pode concordar ou não, porém essa é minha opinião, aqui, somente entre nós.

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