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quinta-feira, 1 de abril de 2021

Saber fazer – poder fazer – querer fazer.

Para termos sucesso em qualquer empreendimento de nossas vidas, devemos atender um mínimo de três requisitos básicos para alcança-lo. Saber fazer, poder fazer e finalmente querer fazer. Dificilmente alcançaremos o objetivo, se algum desses requisitos não estiver atendido.

 1. Saber fazer

Saber fazer requer conhecimento. Muito conhecimento. Envolve uma capacidade inata do ser humano: a capacidade de aprender. É necessário saber para fazer. Nada poderá ser feito se não houver o necessário saber. Porém, aprender não é um processo simples. Essa aprendizagem é consequência da aquisição de conhecimentos, habilidades, valores e atitudes que se realiza através do ensino, em suas diversas etapas, da experiência ao longo de toda a vida e dos estudos específicos, realizados em campos de interesse particular de cada indivíduo. Se processa de forma gradual, progressiva e acumulativa. Envolve grandes doses de atenção, memória, linguagem, raciocínio e requer frequentemente uma tomada de decisão na escolha do que é certo ou errado. Não se aprende do dia para a noite. Aprender requer uma vida, e a cada dia se aprende algo novo.

 2. Poder fazer

Supondo que o requisito de saber fazer é atendido, nos deparamos com o segundo requisito obrigatório para a obtenção do sucesso na empreitada: devem existir as condições necessárias e suficientes para poder fazer o que nos propomos. Estas condições são as mais diversas possíveis e dependem do tipo de desafio a ser enfrentado. Local, equipamentos, suprimentos, capital, matérias primas, estoques, disponibilidade, pessoas, conectividade, logística, enfim, àquilo que nos permitirá alcançar nosso objetivo.

Quando as condições para poder fazer o que nos propomos fazer não estiverem presentes, certamente o fracasso estará muito próximo. A meta dificilmente será alcançada.

Embora estas dificuldades são fatores complicadores de extrema importância, nada será impossível de superar se pudermos contar com um planejamento adequado e o tempo necessário para sua implementação.

 3. Querer fazer    

Ergue-se a nossa frente a principal arma para derrubar qualquer barreira de impedimento. Absolutamente nada será feito se o querer fazer não estiver dominando as ações. Ao querer fazer nos armamos com um aríete capaz de penetrar as mais resistentes muralhas que se apresentarem em nosso caminho. Não há obstáculo instransponível quando a vontade de fazer está presente. Das pedras destilamos leite, dos sonhos extraímos respostas, das promessas colhemos frutos.

Sem querer fazer não há resultado possível. Não há metas alcançadas nem catedrais construídas. Não haverá luz na penumbra, nem compromissos atendidos. O conhecimento torna-se inútil, e os suprimentos perderão sua validade. A vida perde sua razão de ser.

O saber fazer e o poder fazer tornam-se inúteis quando o querer fazer não se incorpora aos nossos sentimentos e impulsiona nossas ações. Esta é a essência do sucesso: querer fazer.

 Você pode concordar ou não, porém essa é minha opinião, aqui, somente entre nós.

 

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Os requisitos do cliente

 Contrariamente ao que frequentemente é propalado, as organizações não devem ser criadas para “deixar clientes satisfeitos”. Os clientes devem, naturalmente, ficar satisfeitos como consequência do atendimento aos seus requisitos, e quando possível, pela superação deles. Para conseguir esse objetivo devemos:

 a) Avaliar se nossa organização tem condições e está disponível para atender o pedido do cliente.

b) Verificar, sempre com antecedência, a existência dos requisitos especificados pelos clientes e tomar conhecimento detalhado deles. Devemos incluir sempre àqueles requisitos técnicos, de qualidade, para entrega e, eventualmente para atividades pós-entrega, tais como: tipo, tamanho, modelo, cor, quantidade, embalagem, prazos e locais de entrega, tipo de transporte e fretes. Devem ser considerados ainda os cuidados especiais no manuseio, armazenamento e montagem, os testes de instalação e funcionamento requeridos, o treinamento de usuários, regras de manutenção, suporte técnico e obtenção de peças de reposição assim como outros que se fizerem necessários.

c) Não se pode deixar de identificar claramente a eventual existência de requisitos não declarados pelo cliente, mas necessários para o uso adequado do produto adquirido, tais como: voltagem, tamanho para passagem por portas, peso para elevação, existência de facilidades de armazenamento temporário, e assim por diante.

d) Verificar a eventual existência de requisitos específicos tais como: Leis, portarias, normas, decretos, regulamentos, relacionados ao produto, ao processo de entrega, transporte e recebimento.

e) Verificar a possível existência de qualquer outro requisito adicional que eventualmente possa ter passado despercebido.

f) Em caso de eventuais dúvidas, os esclarecimentos a serem resolvidos de forma direta ou legal, devem ser solicitados com tempo hábil suficiente para serem resolvidos antes da data de entrega.

Todos os requisitos relacionados ao produto devem ser analisados de forma criteriosa antes de ser assumido qualquer compromisso de fornecimento (por exemplo, antes da apresentação de propostas ou da aceitação de pedidos ou   alterações) para, dessa forma, evitar paralisações, retardamentos ou possíveis falhas no atendimento.

Ao procedermos desta forma estaremos assegurando que haverá uma real capacidade da organização fornecedora para atender aos requisitos definidos pelo cliente.

Quando o cliente não nos fornece um documento onde os requisitos estejam definidos de forma específica, os mesmos devem ser confirmados junto ao cliente antes de serem aceitos. Quando estes forem alterados, é necessário que os documentos pertinentes sejam complementados e/ou modificados e que o pessoal envolvido seja alertado a tempo sobre essa alteração.

Satisfazer os requisitos do cliente, não significa acatar a eventual volubilidade dos seus desejos, mas atender aquilo que foi acordado, de forma a ganhar sua confiança, na certeza de que não haverá surpresas desagradáveis e inesperadas.

 

Você pode concordar ou não, porém essa é minha opinião, aqui, somente entre nós.

Promoções e atitudes

 Frequentemente, excelentes profissionais são preteridos ou desconsiderados ao surgirem oportunidades de promoção e crescimento dentro de uma organização à qual estão ligados. As causas desse tipo de atitude, geralmente adotada pela Alta Administração, nem sempre são explicadas claramente. Na realidade, muitas vezes nem existe uma verdadeira causa explícita, mas um conjunto de fatores que terminam prejudicando essas pessoas e impedem seu progresso.

Certos tipos de comportamentos ou posturas adotadas durante o relacionamento do dia-a-dia podem-se transformar em fatores decisivos na hora da escolha. Muitos deles podem parecer bobagens sem importância, e às vezes, realmente o são, mas ao se repetirem, com certa frequência, passam a transformar-se em fatores determinantes no intercurso de uma avaliação mais cuidadosa. Diversos pontos são analisados e levados em conta por gestores e pessoas responsáveis por indicações dentro das empresas. É de extrema importância prestar atenção a esses detalhes e parar por um instante para fazer uma reflexão e uma autoanálise.

Considerar-se injustiçado durante uma oportunidade de promoção, é um direito que as pessoas têm, mas será que existe algum fator que está sendo levado em consideração e que não está sendo percebido na sua real dimensão?

Avalie se os questionamentos a seguir, lhe alcançam de alguma forma:

-  Os horários de trabalho estabelecidos são respeitados por você, evitando ao máximo qualquer tipo de atraso?

-  Sua forma de vestir e sua aparência, em geral, estão de acordo com as normas estabelecidas pela organização?

-  Você fica utilizando as facilidades da organização tais como telefone, Internet, computador, carro e outros similares para benefício próprio?

-  Sua opinião diverge de sua ação?

-  Promete retorno aos clientes que não se concretiza?

-  Frente a uma situação de crise ou conflito, fica no muro sem adotar uma postura firme?

-  Fica saindo do seu posto de trabalho com frequência, para ir ao banheiro, fumar, lanchar, relaxar, e assim por diante?

-  Não perde uma fofoca no seu ambiente de trabalho?

-  Trata seus colegas de hierarquia inferior com desprezo ou rispidamente?

-  Quando lhe é solicitado um esforço adicional, apresenta uma boa desculpa para safar-se?

-  Quando comete um erro coloca sempre as causas nos outros?

Se reconhece nas situações acima algum tipo de deslize que talvez possa estar cometendo, procure mudar. Quiçá, na próxima vez, sua avaliação seja melhor, e a sonhada promoção seja uma realidade.

 

Você pode concordar ou não, porém essa é minha opinião, aqui, somente entre nós.

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Fidelizando o cliente

 

Durante nossos trabalhos de consultoria, por diversas vezes, nos deparamos com uma pergunta que, embora simples de formular, pode ter uma enorme diversidade de respostas, nem sempre simples: “O que significa ter um cliente fiel?”.

Numa visão simplificada, podemos afirmar que o cliente fiel é aquele que volta, com a certeza de que suas expectativas serão atendidas ou superadas.

Sabe que, no seu retorno à organização, encontrará aquilo que espera ou, talvez, alguma coisa melhor, nova, interessante ou criativa.

A fidelidade do cliente não se impõe nem se compra. É resultado de uma conquista realizada ao longo do relacionamento. Não é o preço, nem o sorriso ou uma pretensa amizade, que fideliza. O cliente, para ser fiel deve sentir-se satisfeito, muito satisfeito. E para tanto é necessário estar continuamente atento aos detalhes, encantá-lo, superar suas expectativas. Aquele que volta, renova contratos, compra novamente e recomenda a seus amigos, é um cliente feliz, que deseja permanecer cliente.

 Você pode concordar ou não, porém essa é minha opinião, aqui, somente entre nós.

Líder facilitador

 

O comando de uma equipe, independentemente do tamanho ou finalidade para a qual foi constituída implica, frequentemente, numa carga de responsabilidades maior para quem exerce o papel de líder. Essa sobrecarga resulta do acúmulo de tarefas, atividades e processos que devem ser assumidos e coordenados pela liderança. Esta sobrecarga pode ser sensivelmente reduzida promovendo uma adequada delegação de autoridade de forma que todos os membros da equipe possam resolver os problemas de forma apropriada e em consonância com as funções e competências de cada um.

A delegação de autoridade não deve (nem pode), ser confundida com a delegação de responsabilidade. O líder jamais deve abdicar de suas responsabilidades frente à equipe. Mas ao delegar sua autoridade para que os membros da equipe possam tomar as decisões com autonomia, ele estará fortalecendo a mesma permitindo, dessa forma, que cada membro assuma a própria responsabilidade pelos seus atos.

Um verdadeiro líder deve confiar na sua equipe. Se essa confiança não for evidenciada através da delegação de autoridade, os resultados poderão ficar comprometidos, pois seus componentes permanecerão na expectativa, aguardando a aprovação de suas ações pelo líder.

Não poucas vezes, liderança é confundida com poder e autoritarismo. A centralização das decisões bloqueia o funcionamento da equipe, que fica aguardando a palavra final do líder até para as questões mais singelas. Nada é fácil de resolver. As coisas ficam travadas, não fluem. Os conflitos internos pipocam, as pessoas se sentem bloqueadas e o desestímulo toma conta das mesmas.

Nessas circunstâncias, a equipe deixa de atuar como tal e passa a agir como um conjunto de elementos independentes, paralisados, não colaborativos, que somente agirão depois que o líder indique os passos a serem dados e a direção a ser tomada.

O líder, nesse contexto, passa a ser um elemento complicador do processo, bloqueador e consequentemente, desmotivador.

As pessoas, ao perderem sua autonomia de pensamento e de ação deixam de formar parte, de ser parte integrante da equipe para se comportarem como máquinas, que somente obedecem a comandos. Se não houver comandos, não há ação.

O verdadeiro líder deve ser um facilitador. É aquele que orienta e ensina as pessoas a resolverem seus problemas de forma autônoma e outorga a autoridade necessária e a independência suficiente para que essas pessoas se sintam autoras do seu pensamento e consigam encontrar as soluções por conta própria.

O líder facilitador incentiva a participação das pessoas nas discussões e permite que opiniões divergentes as suas sejam analisadas e aceitas, se contribuírem para o melhor desempenho da equipe.

Ser um facilitador, não é simples. Renunciar as prerrogativas do poder significa deixar de lado a força, a imposição e a obediência irrestrita. Requer habilidade, paciência e a necessária dose de humildade para poder reconhecer que não se é dono da verdade.

Em compensação, a liderança estará fortalecida. Os resultados obtidos pela equipe serão compensadores, e seus componentes estarão permanentemente motivados, pois sentirão, no seu âmago, que são considerados como coautores das soluções encontradas, compartilhando o sucesso de forma ampla.

Seja sempre um líder facilitador. Permita que sua equipe participe, opine e, por sobre todas as coisas, possa tomar decisões por conta própria. A recompensa, certamente será o sucesso.

 

Você pode concordar ou não, porém essa é minha opinião, aqui, somente entre nós.

O pequeno caderno azul

 

O principal combustível que impulsiona as organizações modernas rumo ao sucesso é, sem dúvida nenhuma, a informação. Frente à avalanche de dados que ingressam a cada instante nas mesmas, relativos à suas atividades relacionais internas e externas não cabe, aos gestores, outra alternativa que não seja a de promover um adequado tratamento e seleção dos mesmos para poder transformá-los em informação que permita sua adequada compreensão e aproveitamento.

Dados brutos, não significam informação. São números, palavras, que devem ser organizados, processados e analisados dentro do contexto em que foram obtidos para serem compreendidos e apreciados como informação.

Frequentemente nos deparamos com pessoas que, na ânsia de antecipar-se aos acontecimentos, nos entregam dados brutos, soltos, muitas vezes sem nexo aparente, pretendendo que sejam entendidos e apreciados como informação. Essa atitude provoca certamente muito desconforto e às vezes nos induz ao erro, como consequência de interpretações equivocadas desses dados brutos, não processados.

Estas reflexões me transportam no tempo, e me lembram de uma história que me foi contada por um grande executivo, diretor de uma empresa multinacional, e junto ao qual tive a oportunidade e honra de trabalhar durante alguns anos da minha juventude. Essa história foi tão oportunamente colocada que marcou profundamente minha vida, provocando uma mudança muito positiva na minha forma de proceder.

 Conta-se que uma vez, há muitos anos atrás, o proprietário de um armazém de secos e molhados, localizado em uma pequena cidade do interior, procurou um assistente para lhe ajudar a organizar seus negócios, que, com o decorrer do tempo, estavam melhorando e crescendo de tal forma que já não mais era possível cuidar deles sozinho. Apresentaram-se dois candidatos: João e Carlos.

O João apresentava uma personalidade jovial e irrequieta, interessado por tudo, perguntava ansiosamente sobre diversos aspectos do negócio, mostrando curiosidade e querendo informações das atividades do dia-a-dia.

O Carlos, em contrapartida apresentava-se mais calado, ouvindo em silêncio as palavras do seu Nonato, o proprietário, atento aos detalhes e perguntando apenas sobre alguns aspectos da organização.

Ambos encantaram seu Nonato, mas como não era possível para ele ficar com ambos, foi decidido que haveria uma atividade, cujo resultado final permitiria decidir quem ficaria com o emprego.

O armazém ficava aproximadamente a 50 metros de uma estrada de terra. Nesse momento uma tropa de carretas estava passando e seu Nonato entregou a seguinte tarefa para ambos os candidatos: Verificar rapidamente de quantas carretas estava composta a tropa.

Ambos os candidatos saíram rapidamente para cumprir uma missão tão simples, não compreendendo onde estaria a dificuldade. Um minuto depois, João retornou ofegante dizendo:

- Seu Nonato, foi fácil! São exatamente seis carretas.

- Obrigado João – respondeu o proprietário, perguntando a seguir:

- E quantos bois puxam cada carreta?

João, feliz de ter acertado na resposta voltou correndo até a estrada para cumprir a segunda tarefa. Nessa correria cruzou com o Carlos que voltava calmamente ao armazém, com um pequeno caderno azul na mão.

Ambos retornaram quase ao mesmo tempo. Seu Nonato ofereceu uma cadeira a cada um, e perguntou ao Carlos a mesma coisa que tinha perguntado ao João. Quantas carretas compõem a tropa? Carlos respondeu calmamente, como era seu estilo: são seis carretas, puxadas por quatro bois cada uma.

João, ansioso, confirmou:

- É isso mesmo, Seu Nonato. Cada carreta é puxada por quatro bois

- Perfeito - diz Seu Nonato – Que mais tem a dizer João?

João, satisfeito respondeu:

- Por enquanto nada mais, Seu Nonato. Porém se quiser posso ir novamente para verificar qualquer coisa que o senhor desejar.

- Não. Não será necessário – respondeu Seu Nonato. Dirigindo-se ao Carlos, perguntou:

- E você, Carlos, tem alguma coisa a agregar?

- Sim, Seu Nonato, respondeu abrindo seu caderno azul e lendo suas anotações. As carretas estão transportando sacas de farinha e milho, 20 de cada. São para vender no Mercado Central e são propriedades do senhor Antônio do Vale. Está aproveitando que amanhã haverá uma festa na cidade, para levar a mercadoria e vende-la. Parece que existe grande demanda dos produtos e espera obter um preço bom, aproximadamente R$ 50,00 pela saca de milho e R$ 35,00 pela de farinha. O senhor poderia aproveitar e vender sua mercadoria também.

- Muito bom Carlos! Excelente relato. O cargo é seu.

João, não satisfeito com a decisão a questionou, perguntando para seu Nonato:

- Porque o senhor escolheu o Carlos, que demorou muito mais que eu para trazer a resposta, e que, além disso, fica dando opiniões sobre seu negócio?

Seu Nonato, calmamente respondeu: - Precisamente por isso que você está questionando, João.

O Carlos demorou mais porque ficou recolhendo outras informações que poderiam ser úteis no futuro, como realmente o foram. Já, no seu caso, você ficou observando somente aquilo que eu tinha perguntado. Ou seja, para fornecer as mesmas informações que o Carlos nos brindou, você deveria ter necessidade de ir e voltar diversas vezes até a tropa de carretas, o que teria ocasionado uma espera muito maior.

Vemos em João, o modelo dos colaboradores que colhem dados, em resposta às demandas que lhe são realizadas e os fornecem em estado bruto.

Já no Carlos identificamos o tipo de colaboradores que obtém os dados, os registram, os processam e os transformam em informação, muito mais útil para quem a recebe.

O sucesso de um empreendimento está relacionado com a forma em que as pessoas tratam as informações que estão disponíveis. E como apresentam os resultados.

Devemos aprender com o Carlos. Sermos proativos, nos antecipando aos acontecimentos, para estarmos preparados de forma adequada aos desafios que nos serão lançados.

 

Você pode concordar ou não, porém essa é minha opinião, aqui, somente entre nós.

A força do bambu chinês

 

No texto “Profissionalismo e competência”, destacamos uma frase de Eugênio Mussak que, ao voltar sobre ela, nos permitirá fazer uma reflexão sobre os projetos que envolvem mudanças de comportamento nas organizações.

“Você só muda o comportamento quando muda o pensamento”.

Mas será que é possível mudar o pensamento das pessoas de forma simples assim? Quebrar seus paradigmas, profundamente arraigados e determinantes de atitudes e pensamentos? Desmontar as estruturas mentais, construídas ao longo de anos de aprendizado, e substituí-la por outra?

Certamente não é tarefa pequena nem possível de ser realizada do dia para a noite. Requer perseverança e uma forte dose de paciência, para saber escolher o momento para preparar o terreno, semear e esperar pela germinação e desenvolvimento da semente plantada.

Um ensinamento valioso pode-se extrair da planta do bambu chinês.

 Depois de lavrar a terra para retirar todas as pedras e ervas daninhas, as sementes do bambu são plantadas cuidadosamente em sulcos profundos, abertos no terreno previamente adubado e umedecido.

Durante quatro longos anos não se observa nada, exceto o lento desabrochar de um diminuto e frágil caule, brotando do bulbo enterrado. O crescimento está oculto, nas profundezas do terreno, restrito à formação de uma fibrosa e maciça estrutura de raiz, que ao se afirmar, tanto vertical quanto horizontalmente na terra, estabelece uma forte estrutura de sustentação futura da planta em gestação.

Finalmente, depois de cinco anos de espera, o bambu chinês cresce, forte, poderoso, firmemente assentado na sua base, resistente e flexível, até atingir alturas que podem superar os vinte metros.

 É necessário acreditar no trabalho de preparação realizado e na força da semente plantada. Devemos ter a paciência necessária para saber esperar o tempo certo para que a semente germine.

Mudar a forma de pensar e de agir das pessoas requer tempo, confiança, paciência e principalmente acreditar que essa mudança é possível.

Se pretendemos mudar comportamentos nas pessoas, sensibilizá-las para novos desafios, devemos nos lembrar do bambu chinês.

Não podemos desistir frente às inúmeras e enormes barreiras que encontraremos pela frente. Devemos prosseguir e acreditar no trabalho realizado; é necessário saber esperar o tempo certo pelo resultado almejado. Que certamente virá a despeito de todas essas dificuldades.

 Você pode concordar ou não, porém essa é minha opinião, aqui, somente entre nós.

Profissionalismo e competência

 

Tive a oportunidade de assistir um pequeno vídeo denominado "As oito competências essenciais do profissional moderno”[1]. Nesse vídeo, Eugênio Mussak[2] nos ensina, acertadamente, que: “Você só muda o comportamento quando muda o pensamento”.

A partir deste conceito surge um questionamento interessante: Que tipo de profissional o mercado está querendo? Quais são as competências exigidas de um profissional moderno? Qual é o tipo de comportamento esperado desse profissional? Vale a pena fazermos uma reflexão sobre as mesmas.

Atualmente, no contexto de uma profunda evolução nos conceitos de empregabilidade, são valorizadas as pessoas consideradas “multimídia” ou “multitarefa”, ou seja, aquelas que possuem capacidade de agir de forma mais abrangente, em diferentes atividades e que sejam detentoras, ao mesmo tempo, de qualidades humanas tão desenvolvidas quanto às qualidades acadêmicas e profissionais.

O diploma é importante sim, e ainda é avaliado como um forte diferencial competitivo, mais não é tudo. O mercado tende a valorizar as pessoas com maior flexibilidade de conduta, acima até, dos níveis de especialização obtidos; que demonstrem possuir mais criatividade do que informação, que tenham habilidade em relacionar-se com outras pessoas, que sejam donas de conhecimento, sim, mais acima de tudo que possuam atitude.

O mercado não aceita mais as pessoas com dificuldade de comunicação, de aceitar e exercer liderança, de administrar conflitos, de conviver com diferenças pessoais, que demonstrem falta de flexibilidade para lidar com mudanças internas e externas das organizações, que tenham carência de espírito criativo.

Competência é o pressuposto da competitividade, e pode ser resumida com a expressão:

 Competência = Saber + Querer + Poder

 Saber fazer, querer fazer e possuir habilidades humanas para poder fazer, é essencial para o sucesso.

Para tanto, é muito importante desenvolver as denominadas oito competências essenciais do profissional moderno, indicadas no vídeo e que são transcritas a seguir:

 1. Ser flexível e não especialista demais.

Aceitar outras opiniões, saber ouvir, não se sentir dono da verdade, é uma característica essencial que deve estar presente no profissional de sucesso.

 2. Ter mais criatividade do que informação.

Pensar diferente, quebrar paradigmas, valorizar as ideias, é uma atitude cujos resultados são muito mais valiosos que a simples aplicação de conceitos derivados de informações obtidas sobre assuntos já conhecidos.

 3. Estudar durante toda a vida.

A vida é um aprendizado contínuo onde, a cada instante, novos conceitos e conhecimentos são adicionados ao saber. Não é possível parar de aprender, para poder continuar. Quem não estuda de forma contínua, estaciona, no tempo e no espaço, sendo superado rapidamente por aqueles que aceitam o desafio de manter-se permanentemente atualizados.

 4. Adquirir habilidades sociais e capacidade de expressão.

Não é suficiente possuir capacidades e competências. É necessário que as pessoas saibam que o profissional as possui. Para isso devemos estar continuamente envolvidos em um processo de relacionamento social, onde a capacidade de comunicação desempenha um papel fundamental para o mutuo conhecimento. O bom relacionamento é base para o sucesso.

 5. Assumir responsabilidades.

As pessoas devem assumir a responsabilidade pelas suas ações. Sejam elas positivas ou negativas. A credibilidade de um profissional está intimamente relacionada pela sua honestidade e capacidade de reconhecer seus erros. Essa capacidade permite estabelecer as mudanças necessárias para evitar sua repetição.

 6. Ser empreendedor.

Buscar novos desafios, ser atrevido, não aceitar a derrota sem luta, são características marcantes que são esperadas de um profissional competente. Não existe sucesso sem risco. O empreendedor sabe disso e aceita a tarefa.

 7. Entender as diferenças culturais.

Diferentes culturas aceitam diferentes respostas para as mesmas perguntas. O profissional competente deve saber compreender as diferenças, e adequar seu pensamento a realidade. Se não tiver a capacidade de entender as diferenças, dificilmente poderá ser aceito no ambiente, já que será considerado como um elemento estranho ao meio e, em função disso, serão criadas diversas resistências à sua permanência.

 8. Adquirir intimidades com as novas tecnologias.

Quem não possuir uma forte intimidade com a tecnologia, sendo capaz de se manter permanentemente atualizado com as mudanças, pode ser considerado um analfabeto funcional, independentemente do nível de formação escolar que possuir. Esse critério não está baseado em discriminação social nem econômica. É simplesmente um reflexo da realidade em que o profissional está inserido. A tecnologia está incorporada de tal forma a cada atividade realizada no dia-a-dia das pessoas, que já é praticamente impossível aos indivíduos serem parte do grupo de elite, sem possuir o domínio das máquinas que lhes dão suporte.

 Você pode concordar ou não, porém essa é minha opinião, aqui, somente entre nós.

 



[1] https://www.youtube.com/watch?v=nZEx6lrPWDo.

[2] Eugênio Mussak - Médico, Professor e Empresário, autor de 13 livros e centenas de artigos. Referência na área de liderança e gestão de pessoas.

Eu não tenho nada a ver com isso...!

 

É muito frequente se deparar com pessoas que aparentam estar isoladas dentro de bolhas de vidro ou cobertas com teflon. Nada do que acontece, tem relação com elas. Sempre é o “outro” que sabe, (ou que viu, ou que conhece). Eles se caracterizam pelas frases: “Eu não tenho nada a ver com isso...”, "Isso não é comigo...".

Quem as utiliza o faz com a clara intenção de isolar-se de alguma situação que poderia lhe comprometer ou lhe trazer algum prejuízo. Isto é, deseja “tirar o corpo fora”.

Durante uma pesquisa de informações realizada na Internet, me deparei com um texto extraído do Jornal Rede de Agências da Empresa de Correios do Brasil, que ilustra muito bem essa situação, tantas e tantas vezes vivenciada ao longo de mais de quarenta anos de convívio com milhares de pessoas em diversas empresas e que reproduzo a seguir:

Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que poderia haver ali. Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado. Correu ao pátio da fazenda, advertindo a todos:

- Há uma ratoeira na casa... há uma ratoeira na casa!!!

A galinha disse:

- Desculpe-me, Sr. Rato. Eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, portanto não me incomoda.

O rato foi até o carneiro e repetiu:

- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!!!

- Meee... perdoe, Sr. Rato, disse o carneiro. Não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar pelo senhor. Fique tranquilo que sempre será lembrado nas minhas preces!

O roedor, já angustiado, dirigiu-se, então à vaca. Ela foi categórica:

- Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!

Então o rato voltou para casa, cabisbaixo e abatido, para encarar seu triste destino.

Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para verificar o que ela havia pegado.

No escuro, não viu que a ratoeira tinha prendido a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra a picou...

O fazendeiro levou a mulher imediatamente ao hospital. Ela voltou muito febril. Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. Desta forma, o marido pegou o cutelo e foi providenciar o ingrediente principal para a refeição. Assim foi feito e a penosa virou canja.

Como a doença da mulher avançava, os amigos e vizinhos vieram a visitá-la. Para alimentá-los foi preciso matar o carneiro.

A mulher não melhorou e acabou morrendo.

Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro, então, sacrificou a vaca para alimentar todo aquele povo.

O rato, que ainda estava vivo, entre tanta desgraça, ficou olhando através do buraco da parede o cortejo se afastando em direção ao cemitério e com o rabo entre as patinhas traseiras pensou: “Eu bem que avisei...”.

 Moral da história

 Da próxima vez que você ouvir falar que alguém está diante de um problema e acreditar que não lhe diz respeito, lembre-se que, quando há uma ratoeira na casa, a fazenda toda corre risco. O problema de um é problema de todos!

 

Você pode concordar ou não, porém essa é minha opinião, aqui, somente entre nós.